quinta-feira, 27 de maio de 2010

Psicologia Ambiental: espaços construídos, problemas ambientais, sustentabilidade

O desenvolvimento da Psicologia Ambiental no Brasil ocorre em direta relação com os acontecimentos em outros países, seja porque alguns autores nacionais obtiveram sua formação no exterior – e, em alguns casos, mantém vínculo ativo com instituições ou pessoas –, seja por participarem de congressos internacionais da área ou, ainda, por terem desenvolvido relações de colaboração com colegas de Espanha, Estados Unidos, França, México e Venezuela, entre outros países. São exemplos resultantes desse tipo de intercâmbio um simpósio sobre problemas humano-ambientais na América Latina realizado durante a 17a Conferência da International Association for People–Environment Studies (IAPS) e uma sessão de discussão sobre pesquisas na área de ambiente–comportamento no Brasil ocorrida na conferência anterior, evidências do interesse daquela associação por nossa região.

O âmbito latino-americano de uma psicologia voltada para as relações pessoa–ambiente tem se manifestado em coletâneas de produções de autores da região (e.g., Corral, 1997; Wiesenfeld, 1994), e também em congressos, sobretudo os da Sociedade Interamericana de Psicologia, possivelmente um dos fóruns que mais ativamente tem reunido profissionais de Psicologia interessados pela temática. O antigo interesse por um fórum permanente levou à criação, em 5 de junho de 2001, da REPALA, Rede de Psicologia Ambiental Latino-Americana, que compreende um site na internet (http://www.cchla.ufrn.br/repala/home.html) e uma lista de discussão que tem contribuído bastante para a troca de informações entre seus membros, profissionais e estudantes de vários países ibero-americanos, além de alguns de fora dessa região. A rede é aberta à participação de todas as formações profissionais, conforme o caráter multidisciplinar desejável para o setor, e proposto em mais de uma ocasião, como no Seminário Internacional Psicologia e Projeto do Ambiente Construído, realizado em agosto de 2000, por iniciativa das áreas de Arquitetura & Urbanismo e Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Del Rio, Duarte & Rheingantz, 2002).

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